Hoje, 3 de maio de 2011, é o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Com fóruns de Liberdade de Imprensa para todos os cantos do mundo, é pertinente ressaltar que um jornal dentro do Brasil está sobre censura há mais de um ano.
O Jornal O Estado de S. Paulo foi proibido de publicar qualquer notícia sobre a investigação policial contra Fernando Sarney, filho do Senador José Sarney. Apesar de a Constituição garantir a Liberdade de Imprensa, o Estado foi censurado no melhor molde da Ditadura Militar.
No dia 31 de julho de 2009, o Jornal O Estado de S. Paulo foi proibido de veicular qualquer reportagem sobre a Operação Boi-Barrica, que foi uma Operação da Policia Federal para investigar o filho de José Sarney, Fernando Sarney, suspeito de fazer Caixa 2 na campanha de Roseana Sarney na disputa pelo Governo do Maranhão, em 2006. A maior discussão é que as gravações telefônicas feitas pela PF levantaram outras suspeitas, além de Caixa 2. Fernando foi indiciado por formação de quadrilha, gestão de instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
Hoje, completa 641 dias que o Estadão está sobre censura. E a censura imposta ao jornal só faz agravar a situação polêmica em que o Senador José Sarney está. Sarney, que já é o Presidente do Senado pela terceira vez atualmente, é taxado de “dinossauro” e “semi-feudal”, levando em consideração o tempo que ele está no poder e o “coronelismo” praticado no Estado do Maranhão. Segundo a revista Veja, “o resultado desse domínio é visível a olho nu: a família Sarney está milionária, mas o Maranhão lidera o ranking brasileiro de subdesenvolvimento.” Contra ele há também denúncias de Nepotismo, e atos secretos na Fundação José Sarney, que foi extinta pouco tempo depois das denuncias.
Querendo ou não, José Sarney é uma pessoa influente no Brasil. Influente o suficiente para conseguir a censura de um dos jornais mais importantes do país. Mas, infelizmente, assim como Bin Laden, existem pessoas que odeiam Sarney assim como existem pessoas que o idolatram. É tudo um jogo de interesses, assim como foi no Governo passado: Lula criticava Sarney como Presidente da República, mas não queria que ele fosse deposto do cargo de Presidente do Senado. Claro que havia um interesse do Ex-Presidente: se Sarney saísse, quem entraria era um Senador da oposição, o que não era proveitoso no momento.
A influência de Sarney não é de ser descartada. Mas a ponto de censurar um jornal é demais. É ilegal. O Grande “dinossauro” está aí, fazendo o que bem entende para legitimar seus interesses, e é claro, os de sua família. E ainda há pessoas que votam nele. Foi eleito por pessoas que acham que ele é bom, por causa de ações “coronelistas”. O Coronelismo já acabou faz um bom tempo, mas parece que esqueceram de avisá-lo.
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