Com a morte de Osama Bin Laden, todas as atenções da mídia em geral se voltaram para apenas um local: a Casa Branca. Os olhares nem se voltaram para o Paquistão, ou para uma das esposas de Bin Laden que teria entrado no fogo cruzado e sido baleada. A mídia quer imagens de Osama morto. Eles necessitam de provas. Provas estas que, segundo Obama, são desnecessárias. Mas apesar de o eixo central dos noticiários estarem nos discursos do Presidente Norte-Americano, o Mundo não para. No próprio Oriente Médio, a Palestina se encaminha para uma “unidade palestiniana”, o que pode mudar as políticas regionais dos países do Oriente Médio.
Fatah e Hamas celebram o acordo firmado hoje, entre seus respectivos líderes, Mahmoud Abbas e Khaled Mechaal. Acordo este que sela uma aproximação dos dois partidos, depois de anos de rivalidade.
O acordo foi firmado no Cairo, capital do Egito. Sim, a mesma cidade que há pouco tempo atrás lutava contra um regime que durou quase três décadas. Agora, a cidade serve de sede para as negociações entre os palestinianos.
Tudo parece muito bonito e agradável, mas não é bem assim quando colocamos Israel no meio da história. Como era de se esperar, o governo israelita é contrário ao acordo. Classificam o Hamas de ‘organização terrorista’, e agora, com o acordo entre o Fatah e o Hamas, as negociações entre a Palestina e Israel ficariam mais difíceis. “A paz com Israel só será com aqueles que querem estar no nosso lado e não com aqueles que querem a nossa aniquilação”, disse Benjamin Netanyahu, Primeiro Ministro de Israel.
Para agravar ainda mais a situação, o Governo Provisório Egípcio pretende abrir permanentemente sua fronteira na Faixa de Gaza. Até então, a fronteira só abria para medicamentos, alimentos e palestinianos que necessitam estudar ou necessitam de tratamento médico. Com a abertura das fronteiras, as relações entre TelAviv e Cairo ficariam extremamente abaladas.
Haverá mudanças nas políticas em relação a esta unidade política. EUA e UE, assim como Israel, consideram o Hamas uma organização terrorista, o que poderia influenciar a ajuda que eles mandam à Autoridade Nacional Palestina de Abbas, já que agora uma ‘organização terrorista’ tem voz ativa sobre o destino do dinheiro. E há de se levar em conta que nem todos os palestinos são favoráveis à unidade política.
Uma região turbulenta e instável, o Oriente Médio está sofrendo mudanças. A morte de Osama Bin Laden e a Unidade Política entre os dois maiores e mais influentes partidos palestinos são modificações significativas no jogo de estabilidade da região. A questão é: essas mudanças trarão mais guerras ou a tão esperada paz para a região?
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